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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

As Aventuras de Brisco County, Jr. (1993)

Todo o mundo que me conhece sabe que sou um grande fã de Bruce Campbell. Mas antigamente nunca tive grandes oportunidades de acompanhar seus trabalhos na TV ou em vídeos, então me limitava apenas ao prazer de assistir a trilogia Evil Dead, além de algumas pontas em filmes como Darkman, Congo e na trilogia Homem-Aranha de Sam Raimi. Além das séries Xena e Hércules, em que Bruce interpretou o carismático Autolycus. Mas com a internet tudo mudou, e as oportunidades surgiram.

Uma das coisas que procurei demais, e mesmo com a internet não consegui ter sucesso na busca, foi a série western As Aventuras de Brisco County, Jr.. Foi uma busca frustrada durante cinco longos anos. Até que no final de 2015, quando passei a usar mais o Torrent, consegui achar a série completinha. Nem pensei duas vezes antes de baixá-la. E foi assim que finalmente consegui assistir a série, e tenho o prazer de falar sobre ela aqui no meu blog. Vamos lá!


Sinopse: Brisco County, Jr. é um advogado formado em Harvard que trabalha como caçador de recompensas, já que odeia exercer a profissão de advogado. Seu maior objetivo é prender John Bly e sua gangue, que foram responsáveis pela morte de seu pai, que era delegado. Além de recuperar um orbe que dá poderes sobre-humanos aos seus possuidores antes que caia em mãos erradas.

Informações
País: EUA
Gênero: Western, ficção-científica
Direção: Jeffrey Boam, Carlton Cuse
Produtores: Boam-Cuse Productions
Roteiro: Jeffrey Boam, Carlton Cuse
Elenco: Bruce Campbell, Julius Carry, Christian Clemenson, Kelly Rutherford, Billy Drago, John Pyper-Ferguson, John Astin
Distribuidoras: Warner Bros, Fox
Nº de episódios: 27
Duração média: 45 minutos

Socrates, Dixie, Bowler, Wickwire e Brisco

Crítica
A série se trata de uma aventura western com elementos de ficção-científica, mais especificamente no gênero steampunk. Ou seja, é um estilo especulativo sobre possíveis futuros que se tornou muito frequente nos anos 80 e começo dos 90, como é o caso desta série. Isso porque a série explora invenções e teorias que no futuro se tornariam realidade nos dias de hoje, já que se trata de uma história ambientada no velho oeste em meados de 1980. Não vou dizer muitos detalhes para não dar spoiler, pois a série tem muitas surpresas que no gênero são coisas bem improváveis.

Falando em ambientação, a fotografia da série é belíssica. Explora muito bem a beleza das paisagens e desertos do oeste americano. Bem fiel ao gênero. Dando a impressão de que estamos vendo um filme alá Clint Eastwood dos anos 60. A trilha sonora também contribui para essa caracterização, mas dá um ar a mais de aventura além de western. O figurino também retrata muito bem todo esse clima. Sendo direto, a caracterização como um todo é muito bacana. Sim, apesar do Bruce Campbell ser o protagonista da série, não se trata de algo trash. É realmente muito bem produzido. Cenas de ação com direito a perseguições com cavalos, lutas, tiros e muitas explosões. E até coisas mais ousadas, já que se trata de um steampunk.

O roteiro é muito bem desenvolvido, com diálogos divertidos e histórias cativanteas. A estrutura da narrativa era aqueles clássicos dois blocos divididos em capítulos e, no final de cada um, era mostrado um dos personagens principais em algum tipo de apuros, algo que só seria resolvido no próximo bloco, no capítulo final. Tem alguns clichês, é claro. Mas isso não é defeito algum ainda que a série consegue ser um bocado original. E muito disso graças aos personagens, que são todos muito carismáticos. O elenco faz a sua parte de forma explêndida.

Novamente vou falar do grande Bruce Campbell. Alguns dos meus personagens favoritos são frutos das atuações memoráveis do Bruce. Um deles, é óbvil, é Brisco. Diferente de Ash, Brisco é um cara muito bondoso e altruísta, tanto que desistiu de atuar como advogado por achar que a justiça muitas vezes é falha pelos meios jurídicos. Assim decidiu virar um caçador de recompensas por achar que pode ser mais útil do que como advogado. Com Brisco, está sempre o seu cavalo e fiel companheiro Comet. E o que dizer do Comet? O bicho só não fala por detalhe. É realmente engraçado vê-los interagindo um com o outro.

Dos personagens coadjuvantes, temos o marrento Lord Bowler, que é interpretado pelo saudoso Julius Carry (O Último Dragão). Bowler é outro caçador de recompensas, concorrente do Brisco. Mas aos poucos ambos começam a trabalhar juntos até virarem sócios e grandes amigos. Socrates Poole é outro personagem com grande destaque, interpretado por Christian Clemenson. Se trata de um escrivão medroso que trabalha para o governo e contrata os serviços de Brisco. Mas apesar de medroso, Soc (apelido carinhoso) acaba se tornando um grande amigo e muitas vezes até arrisca seu pescoço para livrar Brisco e Bowler do perigo.

E na série também temos grandes personagens recorrentes. O Professor Wickwire, interpretado por John Astin (da série A Família Addams), é um grande inventor que muitas vezes ajuda Brisco com suas grandes engenhocas. Aliás, muitos dos elementos steampunk são graças ao Wickwire. Depois temos a sedutora Dixie Cousins, lindamente interpretada pela Kelly Rutherford (Gossip Girl). Se trata de uma artista de cabaré, cantora e dançarina, que está sempre envolvida com bandidos das redondezas. Até que conhece Brisco e se apaixona por ele a ponto de deixar a vida com bandidos de lado para se tornar uma espécie de fora da lei que só faz o bem.

E como toda a boa aventura, não poderiam faltar bons vilões. E realmente, nisso a série também cumpre bem seu papel. John Bly, muito bem interpretado por Billy Drago (Os Intocáveis), é um pistoleiro cruel e extremamente inteligente. É também o principal responsável pela morte do pai de Brisco com seu bando. Bly é perseguido por Brisco, que busca apenas por justiça, já que não acredita que vingança seja o motivo certo para se fazê-la. Além de tentar eliminar Brisco e fugir, Bly também busca por um orbe mágico que dá super poderes a quem o manuseia. Depois há os outros vilões do bando de Bly. Em cada episódio Brisco persegue algum ou alguns deles. Entre eles, se destaca o pistoleiro atrapalhado Pete Hutter, interpretado por John Pyper-Ferguson. É basicamente o vilão cômico da série.

Enfim, deu pra perceber que a série é rica em seus aspectos técnicos de produção. Mas ela acabou não durando mais que uma temporada, com 27 episódios, pela falta de audiência da época. Apesar de sempre ser muito bem criticada e ter sua base de fãs, a audiência não foi suficiente para mais investimento da Warner. No Brasil, a série chegou a ser exibida nas madrugadas de sábado na Globo como "Brisco Jr.", além de passar no canal Fox para os assinantes de TV a cabo.

Para quem gosta da temática western, assim como quem gosta de ficção científica, essa série é uma ótima pedida. Mas se você, assim como eu, é um fã de Bruce Campbell, essa série é indispensável!
 

Clipe

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Top 10 - Michael Wincott

Como eu não estou afim de ficar escrevendo críticas sobre filmes que eu não assisto no cinema, bolei uma forma de falar de vários em um só post. Mais especificamente sobre dez filmes (ou mais), mas focando nas performances de um determinado ator ou atriz. Apesar de falar brevemente, será mais que suficiente para encararem como dicas de cinema. O negócio é que foi o jeito que arranjei para falar de filmes que gosto sem tanto comprometimento crítico.


Enfim, resolvi começar esse post com um ator um tanto "underrated". Estou falando de Michael Wincott, irmão caçula do ator de filmes de ação Jeff Wincott. Mais conhecido por interpretar personagens filhos da puta que adoramos odiar e não saem da nossa cabeça por alguma razão. Não apenas por isso, mas também por atuar com extrema competência e peculiaridades. Além de ter uma das vozes mais fodas do cinema. Enfim, vamos à lista:



#10 Philo Gant (Estranhos Prazeres)
Filme de ação e ficção científica dirigido por Kathryn Bigelow e com roteiro de James Cameron. Um ex-policial, interpretado por Ralph Fiennes, possui uma tecnologia que reproduz CDs contendo emoções e memórias de outras pessoas e os negocia no mercado negro. Aqui Wincott interpreta um produtor musical bem-sucedido que "rouba" a namorada do protagonista, que é interpretada por Juliette Lewis. O elenco conta também com Angela Bassett (que está maravilhosa), Tom Sizemore e Vincent D'Onofrio. Um dos melhores filmes do gênero da década de 90.

#09 Gary Soneji (Na Teia da Aranha)
Neste suspense baseado no livro de James Patterson, que conta com Morgan Freeman como o detetive Alex Cross. Wincott interpreta um sequestrador psicopata que pleneja seus passos com a precisão de uma teia de aranha. Sequestra a filha de um senador americano para concluir seus planos, que vão além de vantagens financeiras. O filme também conta com Monica Potter.

#08 Adrian Cross (24 Horas: Viva Um Novo Dia)
Nem preciso dizer muito sobre a série, porque todo o mundo deve conhecer. Aqui Wincott interpreta um hacker de alto padrão, líder de um movimento de informação livre que colhe dados militares e governamentais. Com Kiefer Sutherland como o agente secreto Jack Bauer, essa foi a 9ª e última temporada da série.

#07 Kent (Talk Radio - Verdades que Matam)
Filme dirigido por Oliver Stone, que se passa em uma estação de rádio. Mais especificamente em uma espécie talk show aonde o apresentador argumenta com seus ouvintes, que vão dos amigáveis até os hostís, de certa forma. Kent é um dos amigáveis, mas que tem seus "probleminhas" psicológicos gerados por sua vida regrada a "sexo, drogas e Rock'n'Roll". Kent se convida para participar do programa no estúdio, e surpreendentemente é aceito pelo apresentador interpretado por Eric Bogosian, que também é um dos roteiristas do filme.

#06 Frankie McGregor (Sangue na Noite)
Neste filme de ação Wincott interpreta um gangster em Atlantic City, que salva um jornalista, interpretado por William Petersen, de uma briga de bar depois descobrir que estava sendo traído por sua namorada. Depois disso ambos passam a ser grandes amigos, e até parceiros no crime. Até Jake se apaixonar pela namorada de Frankie, interpretada pela deliciosa Diane Lane. Obviamente, as coisas se complicam.

#05 Rene Ricard (Basquiat - Traços de Uma Vida)
Drama baseado na vida do grafiteiro e pintor neo-expressionista Jean-Michel Basquiat, interpretado por Jeffrey Wright. Ricard foi o poeta e crítico de artes que descobriu o talento de Basquiat, e o levou para os meios que o deixaram famoso. O filme também conta com David Bowie, interpretando o famoso artista, inventor do estilo popart, Andy Warhol. Além das presenças marcantes de Benicio Del Toro, Claire Forlani, Dennis Hopper e Gary Oldman.

#04 Jeremy Brunell (Fora de Controle)
Comédia dirigida por Barry Levinson. Wincott interpreta um diretor de filmes bem excêntrico e até perturbado. Trabalha com o produtor cinematográfico, e protagonista do filme, interpretado por Robert De Niro. Digamos que as cenas mais engraçadas do filme são protagonizadas por Brunell. O filme também conta com Bruce Willis, Sean Penn, John Torturro, Stanley Tucci e Kristen Stewart.

#03 Michael Korda (O Negociador)
Pra mim, um dos melhores filmes de ação dos anos 90. Korda é um ladrão de jóias e assassino dos mais impiedosos. Simplesmente não pensa duas vezes antes de mandar suas vítimas dessa pra melhor (ou pra pior, vai saber). Mas pra bater de frente está o tira negociador de reféns, interpretado pelo grande Eddie Murphy, que viu seu amigo morto pelas mãos de Korda em uma investigação. Mas será que um negociador conseguirá negociar com um assassino que não faz negócios?!

#02 Capitão Rochefort (Os Três Mosqueteiros)
Filme baseado na grande obra de Alexandre Dumas. Rochefort é o braço direito do Cardeal de Richelieu, interpretado por Tim Curry, e líder de seus guardas no castelo do Rei da França. Rochefort e Richilieu basicamente acabam com as atividades das tropas dos mosqueteiros para, supostamente, ajudar a combater em uma guerra com a Inglaterra. Porém os planos são outros. Para detê-los, os únicos a não desistirem de seus ideais são os famosos três mosqueteiros, interpretados por Kiefer Sutherland, Oliver Platt e Charlie Sheen. Além do novato D'Artagnan, interpretado por Chris O'Donell.

#01 Top Dollar (O Corvo)
Filme baseado na maravilhosa HQ de James O'Barr. Bom, nem tenho muito o que dizer sobre O Corvo. É um filme marcante, tanto por sua história profunda, quanto pelo trágico acidente (será???) que resultou na morte de Brandon Lee. Top Dollar é o maior criminoso da cidade. Entre seus inúmeros crimes, estão os assassinatos brutais de Eric Draven e sua noiva Shelly na noite que precede o Halloween. Um ano depois, Draven retorna dos mortos por um corvo, que o guia em direção à vingança contra seus assassinos. O filme também conta com Ernie Hudson e Tony Todd.


Menções Honrosas

Adrián de Moxica (1842 - A Conquista do Paraíso)
Dirigido por Ridley Scott, esse é daqueles filmes que a professora de história nos faz assistir na escola. De Moxica é um aristocrata espanhol que maltrata os nativos explorando a América selvagem. Com Gérard Depardieu interpretando Cristóvão Colombo e Sigourney Weaver como a Rainha Isabel.

Frank Elgyn (Alien - A Ressurreição)
Outra franquia bem conhecida. Apesar de estar longe de ser o melhor filme da série, não poderia deixá-lo de fora pelo menos das menções honrosas. O filme conta também com Sigourney Weaver e Winona Ryder.

Death / Morte (Darksiders 2)
Game da série Darksiders, que fala sobre Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse. Morte é um deles, e protagonista do game. Pra quem curte um hack 'n slash com muita ação e uma boa história, o game é um prato cheio.

Dave Turner (Forsaken)
Filme western lançado recentemente (na verdade esperei para assistí-lo pra poder terminar esse artigo). Conta a história de Johm Henry Clayton, um pistoleiro que batalhou na Guerra Civil interpretado por Kiefer Sutherland. Com seu passado obscuro, ele quer deixar essa vida de lado e voltar para sua terra natal após a morte de sua mãe para se redimir como homem. Aqui Wincott também é um pistoleiro, e conhece John Henry das batalhas do passado. Mas ao contrário de John Henry, ele segue sua vida de pistoleiro. O que pode cruzar seus caminhos da pior forma. O filme também conta com o pai de Kiefer, Donald Sutherland, que interpreta seu pai na primeira produção em que ambos contracenam juntos. Além de Demi Moore e Brian Cox.

Guy de Gilsbourne (Robin Hood)
Outra adaptação de um clássico do Alexandre Dumas em que Wincott participa. E como vilão, pra variar. O filme conta com Kevin Costner, como Robin Wood. Além de Morgan Freeman, Mary Elizabeth Mastrantonio, Alan Rockman, Christian Slater e Sean Connery. E não esquecendo da trilha sonora marcante "(Everything I Do) I Do It For You", de Bryan Adams.

Armand Dorleac (O Conde de Monte Cristo)
Pra variar, outro baseado numa obra clássica do grande Alexandre Dumas. O filme conta também com Jim Caviezel e Guy Pierce. Neste filme Wincott interpreta o filho da puta responsável pela prisão da ilha do Castelo de If, aonde nosso querido Edmond Dantès fica preso por longos 13 anos após ser acusado injustamente de traição. Lá Dorleac castiga seus prisioneiros os torturando a cada aniversário que fazem dentro da prisão.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Ash vs Evil Dead - 1ª Temporada (2015)

Esse ano de 2015 foi um ano péssimo pra mim pessoalmente. Mas foi um ótimo ano se tratando de entretenimento. Vi franquias que eu amo, como Rocky e Missão: Impossível tendo seus lançamentos anunciados. E não só foi um ano bom nesse sentido pra mim, mas para grande parte de nerds que se vê hoje em dia.

Enquanto o povo ficava animadão com os trailers dos filmes de franquias como Marvel, DC, Star Wars e outros, eu estava ancioso com o anúncio de algo que marcou minha infância, adolescência, e que agora posso dizer que está me marcando atualmente depois de adulto (e quase na meia idade). Estou falando de "Evil Dead", estou falando do Ash "fucking" Williams - The King... estou falando da série "Ash vs Evil Dead"!


Sinopse: Trinta anos após suas caças a monstros e demônios, Ash está de volta evitando qualquer tipo de responsabilidades, maturidade e traumas causados pelos eventos de Evil Dead. Contudo, Ash fez com que o mal fosse libertado novamente ao ler o Necronomicon Ex Mortis - O Livro dos Mortos, num ato de descuido. E assim o mal chega para ameaçar a humanidade, e Ash é forçado a voltar a enfrentar seus demônios novamente.

Informações
País: EUA
Gênero: Terror, comédia
Direção: Sam Raimi, Michael J. Bassett, David Frazee, Michael Hurst, Tony Tilse, Rick Jacobson
Produtores: Robert Tapert, Sam Raimi, Bruce Campbell, Craig DiGregorio, Chloe Smith, Aaron Lam, Rick Jacobson, Sean Clements, Dominic Dierkes
Roteiro: Sam Raimi, Ivan Raimi, Tom Spezialy, Dominic Dierkes, Sean Clements, James E. Eagan, Zoe Green, Nate Crocker, Michael J. Bassett, Rob Wright, Craig Digregorio
Elenco: Bruce Campbell, Lucy Lawless, Ray Santiago, Dana DeLorenzo, Jill Marie Jones
Distribuidora: Starz
Duração média: 35 minutos

"Groovy!"

Crítica
Quando o trailer foi anunciado, eu fui seco pra assistí-lo. Ansiedade monstra, como eu não tinha a tempos. E olha que em 2015 foram lançados filmes de outras grandes franquias que eu amo. Mas desde o último filme da trilogia Evil Dead, foram 22 anos sem ver Ash em ação no cinema. Óbvil que a franquia se tornou mais do que cinema, pois há games, HQs e até um musical da Broadway baseados na trilogia original. Além do remake lançado em 2013, que não me convenceu tanto, mas que não deixou de ser uma boa homenagem.

Mas indo direto ao trailer, ele começa com uma narrativa de um personagem novo, o que me gerou um certo receio por lembrar um pouco do remake de 2013. Mas logo depois começa aquela cena característica da franquia com o mal percorrendo a floresta, e o arrepio já começa. Até que, finalmente, vem o petardo emocional: o bom e velho Ash estava de volta, com todo o seu carisma e humor incomparáveis. Bruce Campbell é um dos meus atores favoritos. Amo seus papéis, como Brisco County Jr., Sam Axe, Autolycus, e entre outros. Mas Ash não é apenas o seu melhor personagem, mas talvez seja meu personagem favorito de todos. E vê-lo novamente como Ash fez com que minhas emoções fossem extremas: choro e risos ao mesmo tempo. Logo depois aparece uma retrospectiva dos dois primeiros filme da trilogia, com cenas originais. Simplesmente lindo. E quando não poderia ficar melhor, veio a trilha de "Space Truckin'" do Deep Purple. Foi surreal ver isso tudo num trailer. Depois outros detalhes importantes foram mostrados, como a adição de mais personagens principais que seriam parceiros de Ash. Além da participação de Lucy Lawless, que também marcou minha infância interpretando Xena - A Princesa Guerreira. Depois de assistir ao trailer eu tive a certeza de que era real, de que era Ash, de que era Evil Dead... que é sinônimo de terror, humor, deadites e sangue, muito sangue!

Com isso, foi anunciado o lançamento no canal Starz para a meia-noite de 31 de Outubro, mais especificamente no Halloween. E que seriam 10 episódios. Mas o mais interessante é que antes mesmo da estréia já haviam anunciado a segunda temporada. O que me deixou mais seguro, já que o conteúdo, apesar de cult, foi do agrado da Starz. E pra quem não sabe, Starz é o canal que transmite a série Spartacus.

E assim foram semanas na expectativa de assistir. Até que a tão sonhada noite de Halloween chegou. E, por incrível que pareça, consegui achar a série para assistir na mesma madrugada com ótima qualidade e legendas. E assim se concretizou o quão foda a série é. Eu assisti ao episódio piloto umas três vezes naquela madrugada. Fiquei fascinado. Óbvil que eu já esperava algo assim, pois o diretor do episódio piloto foi o próprio Sam Raimi, um dos criadores da franquia. Resumindo: atuações fantásticas, personagens carismáticos, fotografia fiel e original, trilha sonora com muito Rock'n'Roll clássico, referências aos outros filmes... tudo impecável. E assim foi a cada semana, com novos episódios. Óbvil que nem todos mantiveram aquele nível do episódio piloto. Mas todos foram muito satisfatórios, com ótimas tramas, e enriqueceram de uma forma bacana a franquia como um todo.

Acho que em toda a trilogia eu não tinha visto tanto do Ash. Essa série me proporcionou conhecê-lo de uma forma mais intensa e divertida. Se passaram 30 anos desde os eventos de Evil Dead, e Ash não mudou muito (exceto pela sua idade mais avançada). Ele ainda trabalha em uma espécie de hipermercado (mas não mais no S-Mart). Vive uma vida cômoda e despreocupada com seu emprego simples, morando num trailer velho com seu lagarto de estimação Eli, e sem qualquer compromisso ou responsabilidade com ninguém. Mas, apesar de ser suficiente, a série não é feita apenas de Ash.

Cada um dos novos personagens conseguiu me conquistar do seu jeito. Pablo (Ray Santiago) é um hispânico todo bonzinho, colega de trabalho de Ash e seu grande companheiro. Pablo é apaixonado por sua amiga Kelly (Dana DeLorenzo), uma garota irônica e temperamental, que em momentos de tensão se transforma com sua raiva pelos deadites. Ambos se tornam parceiros de Ash na aventura, percorrendo seus destinos com o velho trailer. Depois vem Amanda (Jill Marie Jones), uma policial que teve que matar seu parceiro, pois se tornou um deadite, e desde então se vê paranóica e está buscando por pistas do que aconteceu e quem é o responsável pelos fatos ocorridos. E finalmente Ruby (Lucy Lawless), que é a personagem mais misteriosa da série. O que se sabe dela é que ela sabe demais, e que sabe tanto quanto Ash como combater deadites. Além de outros personagens passageiros, mas que também acabam marcando de alguma forma.

Enfim, a série resgata todo o lado trash que o remake de 2013 deixou de lado para apelar com um terror mais contemporâneo à moda oriental. Há quem goste, é claro. Mas Evil Dead é Ash , banho de sangue e humor negro. Agora é esperar pela segunda temporada. A ansiedade começou novamente, mas agora sei que Ash está de volta por pelo menos mais uma temporada... HAIL TO THE KING, BABY!!!


Trailer

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

The Winery Dogs


Banda de Rock formada pelo power trio Mike Portnoy (bateria), Billy Sheehan (baixo) e Richie Kotzen (guitarra e vocal). Originalmente Portnoy e Sheehan contariam com John Sykes para formar o que seria um projeto diferente. Mas aparentemente as coisas não deran certo. Com isso Kotzen foi convidado para formar o trio, pois já havia trabalhado com Sheehan anteriormente no Mr. Big e outras ocasiões. Além de se adequar muito bem para o que um projeto de trio se propõe, por suas habilidades como guitarrista e vocalista. Reconhecida pelo virtuosismo de seus integrantes, The Winery Dogs possui uma pegada diferente pela sonoridade que agrega elementos que vão do Blues ao R&B.


Em 2013, antes do álbum auto-intitulado "The Winery Dogs" ser lançado, foram liberados os vídeos das canções "Elevate" e "Desire". Logo após foi lançada a faixa "We Are One" para download gratuíto no site oficial da banda. Com isso, já havia muita animação por parte de fãs dos integrantes, assim como os de boa música. Até que finalmente o álbum foi lançado. Com um som pesado e moderno, mostrando um Hard Rock contemporâneo com elementos de Soul e Funk, o trio consegue demonstrar todo o seu virtuosismo sem ser chato ou cansativo. Tudo na medida certa, bem longe de ser poluído com fritações excessivas. Destaque para as faixas "Criminal", "One More Time" e da linda balada "Regret". Com o lançamento do álbum, o sucesso da banda era notável. Logo depois lançaram uma música extra chamada "Time Machine", o vídeo clipe da balada "I'm No Angel", e o DVD "Unleashed In Japan" com as primeiras performances ao vivo da banda.


Neste ano de 2015, a banda anunciou o segundo álbum de estúdio chamado "Hot Streak". Logo liberaram a faixa "Oblivion", que já havia sido tocada ao vivo pela banda anteriormente. De cara a faixa demonstrava todo o poder e entrosamento do trio, mais afiado do que nunca. Obviamente, à partir desse momento o álbum já prometia. E não deu outra. O álbum provou ser tão bom quanto o primeiro. Apesar de menos pesado, é um bocado mais diversificado, e até experimental. Destaque para a viciante "Captain Love", que esbanja riffs marcantes quem entram entra na mente como todo bom Rock'n'Roll. Além da faixa título "Hot Streak", "Spiral" e "Think It Over". Resumindo, "Hot Streak" é tão genial quanto o álbum de estréia. Agora é torcer para que The Winery Dogs não seja outra banda que Mike Portnoy abandonará, pois merece vida longa... pra mim deveria ser eterna!


Dados
Origem: EUA
Atividade: 2011-atualmente
Gravadoras: Victor Entertainment, Loud & Proud Records
Site oficial: www.thewinerydogs.com

Formação
Richie Kotzen (guitarra e vocal)
Mike Portnoy (bateria)
Billy Sheehan (baixo)


Discografia
(2013) The Winery Dogs

(2015) Hot Streak


Elevate

Desire

Time Machine

I'm No Angel

Oblivion

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Missão: Impossível - Nação Secreta (2015)

Sempre que é anunciado mais um filme novo da franquia Missão: Impossível (vou abreviar para M:I), me vem aquela expectativa monstra. É uma franquia que eu sou muito fã e que felizmente continua firme e forte. Assim como os anúncios de Evil Dead, que terá uma minissérie lançada em breve, e Rocky, que terá um filme derivado chamado "Creed".

Depois que vi o primeiro trailer então... fiquei de queixo caído. Tanto pela trama parecer mais complexa que os anteriores, quanto pelas cenas de ação (e quem não se apavorou com a cena do avião?). Óbvil que o trailer funcionou muito bem, e só serviu pra atiçar minha ansiedade pra assistir logo.

E foi o que fiz semanas atrás (foi mal o atraso). E posso dizer que nunca saí do cinema tão satisfeito e orgulhoso por ser fã dessa franquia tão competente.


Sinopse: Ethan Hunt descobre que o famoso Sindicato é real, e está tentando destruir o IMF. Mas como combater uma nação secreta, tão treinada e equipada quanto eles mesmos? O agente especial tem que contar com toda a ajuda disponível, incluindo de pessoas não muito confiáveis...

Informações
País: EUA
Gênero: Ação
Direção: Christopher McQuarrie
Produtores: Tom Cruise, J. J. Abrams, David Ellison
Roteiro: Drew Pearce, Will Staples
Elenco: Tom Cruise, Rebecca Ferguson, Simon Pegg, Jeremy Renner, Ving Rhames, Sean Harris, Alec Baldwin
Distribuidora: Paramount Pictures
Duração: 131 minutos

James Bond que me perdoe, mas Ethan Hunt esculacha!

Análise
Começando pelas cenas de ação, um dos pontos mais fortes do filme. Todas elas são de tirar o fôlego. Nem vou destacar nenhuma, mas, para adiantar, o filme já começa com a tal cena do avião. Sim, e praticamente dizendo "e esse é apenas o começo". E é verdade, a cena do avião é "apenas" mais uma das cenas de tirar o fôlego. Na maioria protagonizadas por Tom "fuckin'" Cruise, que dispensa dublês (e comentários).

E falando no Tom, quero destacar o elenco do filme. Todos impecáveis em seus papéis. Tom Cruise está cada vez mais Ethan Hunt, o encarnando na prática e teoria. É admirável e lindo de ver a dedicação dele com o personagem. Não é pra menos que é meu ator favorito. Ving Rhames, depois do Tom, é o cara mais presente na franquia. Tanto é que quando apareceu no final do Protocolo Fantasma me deu um certo alívio. Algo tipo "ufa, ele continua". Como Luther não é tão destacado, mas cumpre seu papel. E depois de Tom e Rhames, vem o sensacional Simon Pegg. Seu personagem Benji ganha um destaque monstruoso no filme. Sendo desde o alívio cômico, até responsável pelas cenas de mais impacto emocional. Jeremy Renner, que também está se mostrando muito presente na franquia, tem sua importância no enredo, assim como o personagem de Alec Baldwin. Porém, está menos presente nas cenas de ação. E deixando o melhor pro final, vou dar uma atenção especial para Rebecca Ferguson. Que mulher é essa? Caramba... como Ilsa Faust, ela prova não ser apenas um rostinho bonito (ou melhor, lindo), ou até mesmo mais uma "Huntgirl". Ela é uma agente tão boa quanto o próprio Ethan. Linda, sensual e fatal... pra que melhor?! Mas resumindo, todo o elenco fez um excelente trabalho.

O roteiro de M:I - Nação Secreta é mais simples do que eu imaginei. Mas isso não é um ponto negativo, bem longe disso. O filme simplesmente consegue ser surpreendente sem querer parecer algo complexo como no primeiro filme da franquia, dirigido por Brian De Palma, ou algo surreal como no segundo filme, dirigido por John Woo.
Tem todo o mistério por trás de Ilsa Faust, todo o humor de Bengi, drama de situações críticas tanto na ação quanto na emoção, além das grandes reviravoltas. Aliás, o filme reúne de tudo um pouco de todas as quatro produções anteriores. E tudo muito bem realçado, sem deixar devendo em nada para nenhum dos filmes anteriores. E falando nos anteriores, podemos notar pequenas referências relacionadas a eles. Assim como a abertura clássica, em que aparecem as cenas de ação do filme sem medo de estragar surpresas. Mas que nada afeta, pois todas as cenas acabam sempre sendo surpreendentes.

Pra terminar, não sou muito de dar moral para críticas "especializadas". Mas M:I - Nação Secreta conseguiu o incrível feito da unanimidade. Com a direção impecável de Christopher McQuarrie e toda a sua produção, M:I - Nação Secreta provou que a franquia está no seu pico com grande estilo. Esse ano vi poucos filmes de ação que realmente gostei. Até assistir M:I - Nação Secreta, não acreditava que algum filme poderia superar Mad Max e, principalmente, Kingsman. Mas felizmente esta franquia que tanto gosto me provou que minhas expectativas são com total razão, muito mais do que emoção!


Trailer