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sábado, 6 de setembro de 2014

Superior

Sinopse: Um desejo mudará o mundo. E ninguém precisa mais desse desejo do que o garoto de 12 anos Simon Pooni.Simon era um menino normal com uma boa vida, até adoecer devido a uma esclerose múltipla. Ele perde a capacidade de andar, fica cego de um olho e algumas vezes mal consegue mover os músculos para falar. Toda noite, Simon reza para que de alguma forma sua doença vá embora. “De alguma forma” é o macaco mágico chamado Ormon, que concede a Simon um desejo. E, assim, o garoto de 12 anos de idade é transformado em uma versão real de Superior, o lendário herói das histórias em quadrinhos e do cinema. Porém, Ormon avisou a Simon que tudo seria explicado em uma semana. Confrontado pela adversidade e pelo peso de uma escolha, o garoto precisará provar para si mesmo que é digno de ser Superior.

Informações
Nome: Superior
Editora: Icon Comics
Roteiro: Mark Millar
Desenhos: Leinil Francis Yu
Tipo de Série: Mini-série
Ano de Lançamento: 2010
Total de Edições: 7


Resenha
Sou suspeito pra falar quando se trata de Mark Millar. Conheço boa parte de suas obras, e gosto muito de todas elas. E não foi diferente com Superior, que até conseguiu superar minhas expectativas.

Mas falando diretamente da HQ, vou começar pela arte. Os desenhos de Leinil Yu, que já trabalhou tanto com a Marvel quanto com a DC, são muito bonitos. Com traços bem marcantes e até um bocado realistas. O roteiro é simplesmente brilhante. Não tem como não se apaixonar pela história de Simon. Apesar do seu visível sofrimento, pelas limitações causadas pela esclerose múltipla, ele tem uma personalidade muito forte, assim como suas atitudes. Isso graças a dedicação e apoio de seus pais, principalmente de sua mãe, que sempre está presente para o que der e vier. Não esquecendo também de seu melhor amigo Chris, que é o único que mantém amizade com Simon desde que ele ficou doente, pois todo o resto desapareceu juntamente com sua capacidade física. E não bastando seus problemas, amigos sumirem de sua vida... ainda sempre existem idiotas que praticam bullyng. No caso de Simon não é diferente.

Quanto ao Superior, é visível a influência de Superman. E para não haver xiliques do tipo "ISSO É UM PLÁGIO DESCARADO DO SUPERMAN", vou deixar claro que o personagem não só foi inspirado no Superman, como também foi feita uma dedicatória no final da história para Christopher Reeve e Richard Donner. Mas voltando para a história: tudo começa com um susto, já que do nada ele se torna o seu super-herói favorito em carne e osso (baseado nas características físicas do ator que interpreta Superior no cinema), e com o pacote completo de poderes e tudo mais. O decorrer da história vai do mais agradável e engraçado com Simon e Chris descobrindo e praticando os poderes, até a tensão extrema. Tanto pelos atos de heroísmo do garoto, que são de uma importância sem tamanho, até as consequências do desejo em si ser proporcionado por Ormon, além do interesse de pessoas que querem tirar proveito de tudo isso. Entre essas pessoas está a voluptuosa repórter Madeline Knox, que acaba se tornando uma das personagens mais importantes na história. Pra resumir, as coisas começam a mudar de proporção, e chegam numa dimensão que é até difícil de imaginar. O que faz você pensar em conclusões antes da hora por diversos motivos.

Os diálogos são bem naturais, convincentes, com direito a palavrões e tudo o que uma boa história sem frescuras tem direito.

Fazia tempo que não lia uma HQ tão maravilhosa. História impecável. E olha que não sou de exagerar, até porque não encaro HQs de uma forma tão intensa. E muito menos sou de abrir minhas emoções para que os outros vejam... mas... eu me emocionei com essa HQ! O que mais posso dizer?! LEIA!!!
Superior foi publicado no Brasil em 2014, num encadernado de 208 páginas produzido pela Panini com todas as 7 edições reunidas. Está muito linda, e já faz parte da minha coleção!

Há notícias de que um filme do Superior está para entrar em produção pela Fox. Mas não caiam nessa de esperar o filme. Quando puder leia a HQ, se não quiser comprar tem disponível para baixar. Vale a pena. Aliás, se rolar uma adaptação, não será o primeiro filme feito das HQs de Mark Millar. Na verdade ele têm intensão de fazer com que suas histórias sejam adaptadas para o cinema. O que nem é uma coisa tão boa. Mas que, no caso de Millar, vem dando certo com "Kick-Ass" e "Wanted". E acredito, torço demais, para que uma adaptação de "Superior" seja fenomenal, digna da obra original.


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

As Tartarugas Ninja (2014)

As Tartarugas Ninjas, crias de Peter Laird e Kevin Eastman, sempre foram sinônimo de nostalgia pra mim. Foi simplesmente o primeiro fliperama que joguei na vida, minha primeira bicicleta, meu primeiro game zerado na vida... enfim, preciso dizer mais alguma coisa?

Quando soube da produção de um novo filme, fiquei meio receoso. Já que hoje em dia fazem muitos remakes de franquias antigas, o que geralmente decepciona demais em relação aos clássicos. Aliás, clássicos que, na maioria das vezes, acho que só deveriam ser regravados se a obra original fosse realmente muito antiga. Mas, voltando, apesar do receio, gostei bastante da novidade. Até que saiu o trailer, e percebi que Megan Fox
(que pra mim se trata mais de um rostinho bonito do que talento em si) seria April O'Neil. Mas apesar disso, gostei muito do que vi nos anúncios.

Pois bem, o filme finalmente foi lançado e eu fui conferir na semana de estréia.



Sinopse: Afetados por uma substância radioativa, um grupo de tartarugas cresce anormalmente, ganha força e conhecimento. Vivendo nos esgotos de Manhattan, quatro jovens tartarugas, treinadas na arte de Kung-Fu, Leonardo, Rafael, Michelangelo e Donatello, junto com seu sensei, Mestre Splinter, tem que enfrentar o mal que habita cidade.

Informações
País: EUA
Gênero: Aventura
Direção: Jonathan Liebesman
Produtor: Michael Bay
Roteiro: Josh Appelbaum
Elenco: Megan Fox, Alan Ritchson, Jeremy Howard, Pete Ploszek, Noel Fisher, Will Arnett, Danny Woodburn, William Fichtner, Johnny Knoxville, Tony Shalhoub, Whoopi Goldberg
Distribuidora: Paramount Pictures
Duração: 101 minutos

Duvido alguém não rir com essa cena!

Análise
Como disse na introdução da postagem, tive um certo receio de me decepcionar com o filme. Mas, assim como em "A Morte do Demônio" (outra franquia que sou super fã), fui ao cinema assistir assim que lançou. Mas indo direto ao assunto, o filme é muito bem produzido. Efeitos especiais, trilha sonora, elenco... tudo de primeira. Sim, até a Megan Fox fez um bom trabalho. E o 3D foi um dos mais bacanas que vi até agora.
Mas além de tudo, o filme tem como ponto forte o humor. E é legal destacar que muitos elementos da cultura pop estão presentes nesse fator. O que faz com que as piadas, que são de ótimo gosto, sejam "sacadas" por qualquer um, independete da faixa etária.

As cenas de ação são até bem surpreendentes, pois estão bem impactantes e até mesmo violentas. O que dá ma proporção ideal, deixando longe de ser apenas um filme bobinho.

Mas nem tudo no filme me agradou. Pode parecer chato para muitos, e às vezes até pra mim, mas eu sou daqueles fãs detalhistas que se encomodam com a fidelidade das adaptações. Ok, nem tudo pode ser 100% fiel, senão qual seria a graça de se produzir uma adaptação em que os produtores não tenham um mínimo de criatividade? Mas, já citando, a única coisa que me encomodou um bocado é sobre a origem das Tartarugas e Mestre Splinter. Nem vou dizer que foi totalmente ruim. Mas acho que poderiam ter mantido a história original, para ser mais aceitável, ao meu ver. E infelizmente isso não pesa só pra mim.

Encerrando a crítica, gostei bastante do filme. Muito divertido e enche os olhos para os amantes de ação. Principalmente se você for um fã das Tartarugas, assim como eu. E dá a entender que haverá sequência, e espero que role mesmo.


Trailer

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Fozzy


Banda de Heavy Metal formada em 1999 pelo wrestler Chris Jericho, junto com o guitarrista Rich Ward e o baterista Frank Fontsere (ambos integrantes da banda Stuck Mojo). No início a banda adotou um estilo meio Spinal Tap, em que Jericho era um personagem chamado Mongoose McQueen. Ele se auto-denominava "Rei do Heavy Metal" e dizia que os covers dos álbuns do Fozzy eram na verdade composições dele que as outras bandas roubaram. Um tanto ousado, mas funcionou muito bem.
E com esse estilo diferenciado lançaram os álbuns "Fozzy", em 2000, e "Happenstance", em 2002. Ambos os álbuns continham covers de grandes bandas, como Scorpions, Judas Priest e Iron Maiden, além de algumas músicas próprias.
Tempos depois, com mudanças de integrantes, Jericho resolveu abandonar o personagem Mongoose McQueen, e passou a ser ele mesmo no Fozzy. Com isso, a banda passou a fazer apenas músicas próprias.


Em 2005, a banda lança o álbum "All That Remains". O álbum conta com as participações especiais de Myles Kennedy, Zakk Wylde, Bone Crusher, Mark Tremonti e Marty Friedman, além do hit de sucesso "Enemy". Anos depois foi lançado o álbum ao vivo "Remains Alive", com performances da tour do "All That Remains", com músicas de todos os álbuns anteriores.
Em 2010, foi lançado o álbum "Chasing The Grail". Mas apesar de ser um álbum fantástico, não chegou a alcançar o sucesso do anterior (talvez por não haver nenhuma participação especial).
Mas a banda passou a ser mais prestigiada e respeitada no cenário do Heavy Metal desde o lançamento do álbum "Sin And Bones", em 2012. O álbum conta o single "Sandpaper", com a participação de M. Shadows. Além de Phil Campbell tocando na música "She's My Addiction". O álbum não chegou a ser um sucesso, mas a banda está investindo muito mais com tours e festivais pela América do Norte e Europa, incluindo a confirmação da banda em gfestivais como o Wacken Open Air.
Em 2014, foi lançado o álbum "Do You Wanna Start A War", que contra com os singles "Lights Go Out" e "One Crazed Anarchist". E a banda continua com seu legado, conquistando mais fãs e popularidade.


Fozzy é uma das bandas que em pouco tempo me conquistou de uma forma que poucas bandas me conquistam. Não sei como demorei tanto para descobrí-la, já que sou fã do Chris Jericho desde seus tempos de WCW. Suas músicas são pesadas e com um pegada bem diferenciada. Fora as letras, que vão desde mais agressivas até motivacionais. Realmente, me identifico demais com essa banda.
E como não costumo dar ponto sem nó, aproveitei o Fozzy e descobri outros grandes ídolos além de Jericho: Rich Ward e Frank Fontsere. Os caras destroem tanto no Fozzy quanto no Stuck Mojo.
Com certeza, essa está entre minhas bandas favoritas!


Informações
Origem: EUA
Atividade: 1999–atualmente
Gravadoras: Megaforce Records, Palm Pictures, Ash Records, Riot Entertainment, Century Media
Site oficial: www.fozzyrock.com

Formação atual
Chris Jericho (vocal)
Rich "The Duke" Ward (guitarra)
Frank Fontsere (bateria)
Billy Grey (guitarra)
Paul Di Leo (baixo)


Discografia
(2000) Fozzy

(2002) Happenstance

(2005) All That Remains

(2009) Remains Alive

(2010) Chasing The Grail

(2012) Sin And Bones

(2014) Do You Wanna Start A War


Eat The Rich

With The Fire

Enemy

Let The Madness Begin

Sandpaper

domingo, 14 de julho de 2013

Guerra Mundial Z (2013)

Queria ter visto esse filme, que é baseado na obra de Max Brooks, na estréia, ou no fim de semana de estréia. Minha ansiedade era enorme e minha expectativa maior ainda. Mas enfim, fui assistí-lo dias atrás no Cinemark de Canoas (sempre ele), e em 3D. Sem mais enrolações, vou falar de um filme que vale o ingresso!


Sinopse: Uma terrível e misteriosa doença se espalha pelo mundo, transformando as pessoas em uma espécie de zumbis. A velocidade do contágio é impressionante e logo o Governo americano recruta um ex-investigador da ONU para investigar o que pode estar acontecendo e assim salvar a humanidade, tendo em vista que as previsões são as mais catastróficas possíveis. Gerry Lane (Brad Pitt) tinha optado por dedicar mais tempo a sua esposa e as filhas, mas seu amor a pátria e o desejo de salvar sua família acabam contribuindo para que ele tope a missão. Agora, ele precisa percorrer o caminho inverso da contaminação para tentar entender as causas ou, ao menos, indentificar uma maneira de conter o contágio até que se descubra uma cura antes do apocalipse.

Informações
Países: EUA, Inglaterra
Gênero: Terror
Direção: Marc Forster
Produtores: Brad Pitt, Dede Gardner, Jeremy Kleiner, Ian Bryce
Roteiro: Matthew Michael Carnahan, Drew Goddard, Damon Lindelof
Elenco: Brad Pitt, Mireille Enos, James Badge Dale, Matthew Fox
Distribuidora: Paramount Pictures
Duração: 116 minutos

Gerry Lane e sua família no meio do terror na cidade

Análise
Todo o mundo acha que, por se tratar de um filme de zumbis, este é um filme de Terror acima de tudo. Mas não é. Se trata mais de um ótimo suspense (aliás, dei altos pulos na poltrona), com um nível de violência, apesar de impressionante e inovador, nada apelativo para sangue e tripas pra todos os lados. O que é uma verdadeira surpresa para os fãs de zumbis.

O tensão do filme é intensa logo após os cinco minutos iniciais, depois disso é adrenalina do início ao fim. Quando não estão correndo contra o tempo e pela sobrevivência, o filme continua intenso com climas de tensão entre os personagens. O que torna o elenco, apesar de não tão conhecido, essencial. Todos trabalham impecavelmente. Mas, inegavelmente, a ótima atuação de Brad Pitt é o ponto que mais chama a atenção para que o público vá procurar o filme.

Apesar de adorar esse lance de apocalipse zumbi, geralmente não levo muita fé em filmes do gênero, por uma razão ou outra. Acho que por melhores que sejam, nunca me satisfazem 100% (com excessão de Zombieland e da série The Walking Dead). Mas inegavalmente, por se tratar de uma superprodução e ir para os cinemas, Guerra Mundial Z me fez criar muitas expectativas. E conseguiu corresponder muito bem!


Trailer

sábado, 20 de abril de 2013

A Morte do Demônio (2013)

Tive a honra, ou nem tanto, de assistir esse filme na segunda sessão do dia da estréia, no Cinemark de Canoas. Eu, como fã da série Evil Dead, não poderia perder a oportunidade de assistir a nova versão de um dos maiores clássicos de Terror da história do cinema. Mesmo sem tantas expectativas de que seria tão bom quanto a versão clássica, não conseguiria esperar até que o filme chegasse em DVD.


Sinopse: Mia e David, dois irmãos distantes cuja mãe faleceu muito recentemente, decidem se reunir numa cabana com mais três amigos de infância para realizarem uma intervenção a Mia, uma viciada em drogas que quer se reabilitar e que, na cabana, decide atirar as suas últimas drogas num poço, começando assim a enfrentar os debilitantes sintomas da desintoxicação. Dentro da cabana, um dos amigos dos irmãos descobre o Necronomicon - O Livro dos Mortos. O rapaz fica obcecado em transcrever e traduzir as várias passagens da relíquia, algo que acaba libertando um perigoso demônio que possuiu o corpo de Mia.

Informações
País: EUA
Gênero: Terror
Direção: Fede Alvarez
Produtores: Sam Raimi, Bruce Campbell, Robert Tapert
Roteiro: Sam Raimi
Elenco: Jane Levy, Shiloh Fernandez, Lou Taylor Pucci, Jessica Lucas, Elizabeth Blackmore
Distribuidora: TriStar Pictures
Duração: 92 minutos

Uma das cenas mais clássica refeita

Análise
Com cenas de terror bem marcantes, nojentas, e até engraçadas (na minha opinião), e um suspense razoável, "A Morte do Demônio" com certeza é canditado a melhor filme de Terror do ano. Na verdade mais por falta de concorrência do que por mérito da produção em si. Mas, sinceramente, está longe de ser um remake do clássico. Na verdade se trata de uma versão alternativa da história. É um filme bem diferente do original, apesar de algumas coisas marcantes do clássico estarem presentes, e de uma forma mais cacabra. Mas em matéria de terror e suspense, o clássico dá uma verdadeira surra de pau mole. Porém é inegável dizer que os efeitos e produção estão impecáveis. Ponto para o diretor Fede Alvarez.
Entre as interpretações, todos fazem um bom trabalho. Mas destaco a atuação de Jane Levy interpretando Mia, que caprichou tanto nas cenas de abstinência quanto nas cenas de possessão.

O maior ponto negativo do filme talvez seja aquela maldita influência visual desses filmes de Terror orientais, como O Chamado, O Grito... aquele aspecto de palidez e cabelos extremamente negros e oleosos, são coisas que deixam um pouco a desejar se tratando de originalidade. Ao meu ver, essas coisas já estão manjados demais e parecem estar sempre presentes nos filmes mais atuais do gênero.Ah, e alertando a galera oldschool da série que no final do filme, logo após os créditos, tem uma cena surpresa para os fãs nostálgicos da série. Enfim, vale a pena ver... mas já adianto para não criarem falsas expectativas!


Trailer